O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se filiou em Avril Democracia Cristã (DC), e pode disputar a Presidência da República em 2026.
O DC pretende lançá-lo como candidato ao Palácio do Planalto com uma campanha baseada em ética pública, combate a privilégios e reforma do Judiciário.
A movimentação ocorreu após o enfraquecimento da pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, anunciada anteriormente pela legenda, mas que não conseguiu avançar nas pesquisas internas do partido. Com isso, o DC passou a concentrar esforços em torno do nome de Joaquim Barbosa.
Segundo dirigentes da sigla, pesquisas qualitativas realizadas recentemente mostraram forte identificação do eleitorado com a imagem do ex-presidente do STF, especialmente associada ao combate à corrupção e à defesa da ética na política.
Joaquim Barbosa ganhou projeção nacional ao atuar como relator do processo do mensalão no Supremo. Durante os 11 anos em que integrou a Corte, também presidiu o STF e construiu uma imagem pública marcada por discursos firmes e independência nas decisões judiciais.
A trajetória pessoal de Joaquim Barbosa também é vista pelo DC como um diferencial eleitoral. Nascido em família humilde em Minas Gerais, ele se tornou o primeiro negro a presidir o STF, trajetória frequentemente lembrada por aliados como símbolo de ascensão social e superação.
Apesar da aposta no ex-ministro, o partido enfrenta desafios estruturais. O DC possui pouca representatividade nacional, com recursos limitados, pouco tempo de televisão e sem garantia de participação em debates eleitorais. Por isso, a legenda já iniciou conversas com outros partidos em busca de alianças políticas para fortalecer um eventual projeto presidencial.
O presidente nacional do DC, João Caldas, acredita que o desempenho de Joaquim Barbosa nas próximas pesquisas eleitorais poderá atrair novos apoios e ampliar a viabilidade da candidatura.

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